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            Ejaculação feminina





A ejaculação feminina (vulgar: squirting(ingles) to squirt "esguichar"; japonês: shiofuki) é caracterizada pela
excreção de líquidos pela vagina durante o orgasmo. Até hoje a ejaculação feminina continua a ser tópico de
debate entre profissionais médicos. A questão também envolve as discussões a respeito do ponto G.

Estudos sobre ejaculação feminina

Muitos sexólogos, como Kinsey (1953) e Masters e Johnson (1966) classificam a ejaculação feminina como
incontinência urinária.

A excreção de líquidos da vagina foi observado e descrito por Aristóteles e na medicina grega da
antiguidade, que acreditava que o líquido expelido era importante na fecundação (Cláudio Galeno 131 - 200).

O anatomista italiano da Renascença Realdo Colombo (1516 - 1559) referiu a ejaculação feminina quando ele
explicou as funções do clitóris. E o anatomista holandês Reigner de Graaf (1641 – 1673) descreveu a mucosa
membranosa da uretra em detalhes e escreveu que "a substância podia ser chamada muito adequadamente
de prostatae feminina ou corpus glandulosum' (...). A função da prostatae é gerar um suco pituito-seroso,
que torna a mulher mais libidinosa. (...) Aqui também deve-se notar que o corrimento da prostatae feminina
causa tanto prazer quanto o da próstata masculina". De Graaf associou a ejaculação feminina a glândulas
presentes ao longo da uretra. Essas glândulas foram descritas em 1880 pelo ginecologista escocês Alexander
Skene (1837 – 1900), levando então o seu nome.

Ainda no início do século XX, o meio científico defendeu que a ejaculação feminina seria um sintoma de
histeria, somatizado na forma de incontinência urinária. Freud cita isso em seus estudos sobre o caso Dora.

Em 1926, o médico e sexologista holandês Theodoor Hendrik van de Velde (1873-1937) publicou um manual
sobre o casamento, onde mencionava que algumas mulheres expelem um líquido durante o orgasmo. Em
1948, Huffman, um ginecologista americano, publicou um estudo, juntamente com detalhados desenhos,
onde cita:

"A uretra pode ser comparada com uma árvore na qual crescem a partir de sua base ramos atrofiados, as
glândulas de Skene"

Em 1950, o sexólogo alemão Ernst Gräfenberg (1881-1957) descreveu detalhadamente a ejaculação da mulher
em relação ao prazer: "Esta expulsão convulsiva de fluidos ocorre sempre no apogeu do orgasmo e
simultaneamente com ele. Se tem a oportunidade de observar o orgasmo dessas mulheres, pode-se ver que
grandes quantidades de um líquido límpido e transparente são expelidas em esguichos, não da vulva, mas
pela uretra (...). As profusas secreções que saem com o orgasmo não têm um objetivo lubrificador, pois
nesse caso seriam produzidas no início do coito e não no auge do orgasmo."

Em 1978 Josephine Lowndes Sevely e JW Bennett publicaram um estudo traçando a história das
controvérsias sobre o assunto até então.  Whipple tomou conhecimento do fenômeno enquanto estudava a
incontinência urinária .

Teorias que afirmam existir a ejaculação feminina foram fortemente refutadas por muitos autores, como o
fisiologista Joseph Bohlen, por não ser baseada em procedimentos científicos.

Em 1983, a psiquiatra Helen Kaplan Cantor afirma: "Ejaculação feminina nunca foi cientificamente
comprovado e é altamente questionável, para dizer o mínimo." Helen Kaplan Cantor ainda afirma que o que
foi comprovado é o fenômeno de mulheres que urinam no momento do orgasmo.

Em 2015, uma estudo realizado no Hospital Parly II, na França, liderado pelo ginecologista Samuel Salama,
fez exames e testes bio-químicos em sete voluntárias que liberavam quantidade de líquido suficiente pra
encher um copo imediatamente após o orgasmo Nos sete casos analisados, o líquido tratado como
ejaculação, era urina pura.

Mesmo algumas escritoras feministas radicais, como Sheila Jeffreys (1985) afirmam que a ejaculação
feminina é uma invenção.


Análise química do líquido ejaculado

Grande parte do problema em chegar a um consenso relaciona-se com a não adoção de um padrão para
definições gerais e metodologia de pesquisa. As investigações tem utilizado indivíduos altamente
selecionados, estudos de caso ou um pequeno número de indivíduos, tornando difícil generalização.

Algumas pesquisas distinguem entre a ejaculação feminina e o que é popularmente conhecido squirting
(liberação de grande quantidade de líquido). Esses termos são usados pelo público como sinônimos, o que
pode levar à confusão. Nessas pesquisas, demonstra-se que a real ejaculação feminina é a liberação de um
fluido muito escasso, espesso e esbranquiçado da próstata feminina, já a liberação de grande quantidade de
liquido no orgasmo é um fenômeno diferente, sendo a expulsão abundante de urina diluída pela bexiga.
Sugere-se que grande parte da obscuridade e as incertezas sobre a ejaculação feminina estão relacionados
com a mistura destes dois fenômenos.

Em um estudo realizado por Gary Schubach usado cateterismo uretral, a fim de separar a urina de fluidos
do orgasmo, sete mulheres que afirmavam ter ejaculações foram estudadas, e se constatou que elas somente
expeliam grandes volumes de urina através do cateter durante o orgasmo, e pouco ou nenhum outro tipo
de fluido.

O teste realizado pela equipe do doutor Samuel Salama em 2015, testou sete voluntárias que ejaculavam em
jatos, grande quantidade de líquido ralo imediatamente após atingir o orgasmo. Para identificar a possível
origem do líquido, as mulheres deveriam urinar e esvaziar a bexiga antes de iniciar a estimulação sexual,
sendo feito em todas elas uma ultrassonografia comprovando que suas bexigas estavam vazias. Após
devidamente estimuladas sexualmente, pouco antes do orgasmo, todas passaram por novo ultrassom,
sendo que este último apontou que suas bexigas já possuíam razoável quantidade de urina. Continuada a
estimulação sexual, todas as sete atingiram o orgasmo, e expeliram grandes quantidades de líquido, o qual
foi recolhido e analisado. Por fim, novo e último ultrassom realizado após a "ejaculação" mostrou que as
bexigas estavam novamente esvaziadas, enquanto os testes químicos apontavam que, entre as sete
voluntárias, cinco expeliram um líquido composto predominantemente por urina, com traços de PSA
feminino, oriundo das glândulas de Skene, enquanto que as amostras produzidas pelas duas voluntárias
restantes era 100% igual às suas amostras de urina.

Alzate afirma que a experimentação direta não forneceu qualquer prova sobre a existência real de ejaculação
feminina:

O Neurofisiologista Beverley Whipple, da Universidade Rutgers em Nova Jérsey, Estados Unidos, por outro
lado, afirma que existe sim uma legítima e verdadeira ejaculação feminina , mas que ela se trata
exclusivamente do fluido leitoso produzido pela glândula de Skene imediatamente após o orgasmo
feminino, o PSA, o qual apenas escorre e em diminuta quantidade.

"A ignorância e /ou confusão que ainda prevalece entre as mulheres sobre a anatomia e fisiologia de seus
órgãos sexuais, podem faze-las errar achando que lubrificação vaginal ou incontinência urinária são
ejaculações"


Cultura sexual


















Antropólogos relataram rituais de puberdade na tribo batoro de Uganda, onde a ejaculação feminina tem
um papel importante num costume chamado "kachapati", que significa "aspergir a parede". Nele, a jovem
batoro é preparada para o casamento pelas mulheres mais velhas da aldeia, que lhe ensinam como ejacular.

No Japão a ejaculação feminina é chamada "shiofuki", uma palavra que também é utilizada para o
espiráculo da cabeça das baleias.


Cultura pornô

Na Inglaterra foram proibidos os filmes que mostram a ejaculação feminina pois vídeos de sexo contendo
cenas com urina são proibidos no país. O órgão responsável afirmou que todos os exemplos que foram
vistos até agora de ejaculação feminina se tratavam de urinar durante o sexo.

Na Austrália, uma visão semelhante foi tomada em relação às propostas de censura na internet, que
proíbem sites pornográficos apresentando cenas com urina, proibindo assim os vídeos de ejaculações
femininas
Aos que precisam de ajuda e esclarecimento sobre BDSM, e só mandar email para mim, com prazer estarei ajudando aos que precisam