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            Desejos obscuros - início

22/01/2011.

Bem nova, antes mesmo do desabrochar da feminilidade de mulher, sonhos e fantasias inexplicáveis me
tomavam, um gosto por coisas incomuns a idade, passiva aos instintos da servidão, apesar da postura
contrária à essência, que exalava na pele. Longe de entender tudo o que se passava, pensava em
momentos solitários se um dia tudo aquilo que me satisfazia na ideia, no abstrato, pudesse se tornar real.
Diante das demais garotas, das demais mulheres, tentava negar minha essência, e fingia me entreter com
assuntos nada atraentes pra mim, tentava me encaixar em um mundo a que eu não pertencia, por não
entender o que havia nascido comigo, por pensar estar sozinha diante de tudo isso que mexia com o meu
ser. Fui incompleta por anos, tentando entender o que me satisfaria como pessoa nesse mundo, assim até
meus 19 anos de idade, quando me deparei com o mundo que me identificava, que me acolhia, passei a
pensar diferente sobre vários aspectos da vida, olhar mais cautelosa para as adversidades, a começar
entender quem eu era, o que vim fazer nessa vida, e a aceitar o que me foi conferido.

Inteirei-me das práticas, levei noites pesquisando meu lado obscuro, mesmo que em lapsos de negação,
queria por em prática o que sem explicação lógica eu sabia que me realizaria, foi nesse instante da vida
que conheci a pessoa que me iniciaria que me faria completa. Sem entender o que acontecia no início, foi
como se algo me atraísse como um ímã atrai um metal, inconsciente da entrega que acontecia já nas
primeiras conversas, na confiança que senti sem menor esforço para assumir essa entrega, para falar de
mim, meus medos, desejos, fantasias... A me abrir como nunca antes havia feito, a me descobrir de fato.
Vi nisso, a possibilidade de ser feliz, servindo e deixando quem – com medo queria amar – feliz também;
senti-me a vontade oferecendo minha submissão, e negociá-la foi como o juramento matrimonial. Senti
carinho, compreensão, confiança, segurança, tudo o que me era necessário, para com um frio na barriga –
por querer agradar – marcar um encontro real.

Não sabia bem ao certo como deveria me comportar, mas queria aprender sem dúvida como fazer,
entregar-me aos gostos de alguém, poder fechar os olhos e ser guiada em total confiança do meu ser. Sair
de casa aos 19 anos de idade era mais um dos desafios para que minha felicidade se tornasse real. Sem
dúvidas e sem medo enfrentei com a destreza das palavras, todos que ameaçavam isso, briguei com as
pessoas até então mais importantes pra mim, meus pais... E então? Será que seria aceita? Era a dúvida que
me tomava, me tirava o sono.

O primeiro encontro

O momento havia chego, enfim estava para servir com entrega de alma, sem pensar num gosto particular,
o que me valia era sucumbir meu ser aos seus gostos. Foi o momento então que senti pela primeira vez o
domínio na pele... Foi-me dada uma ordem aos cochichos no ouvido, ouvi atenta, e pude sentir de leve seu
cheiro, sentir sua voz que me dominava já de início, instantes depois, enquanto o ouvia punhar seus
chicotes, os lançando contra o ar como se fossem acertar algo, eu me despia segura do ato, ansiosa pelo
que me aguardava, e de banho tomado me lancei sutilmente ao quarto em que ele estava, lembro das suas
vestes, a esporte fino... O cheiro limpo do quarto, as luzes ainda claras demais, observava minha
aproximação, foi então que levemente se aproximou de mim, nua, sem saber o que aconteceria, ele trouxe
as algemas a vista, me tocou o pulso, um a um foi preso pelas costas, em tom manso, mas de posse ao que
lhe pertencia, e então a ordem de me ajoelhar diante dele frente ao espelho...

Senti o coração tenso, pude ouvir as batidas q pareciam pedir contagem, foi quando me foi vendado os
olhos... Só escuridão... Vulnerável... Assim eu estava, meus demais sentidos foram redobrados,
compensando-me o que eu já não tinha mais, fiquei por um tempo ali ajoelhada, algemada, olhos
vendados, a ansiedade começou a dar os primeiros sinais, sentia os joelhos no chão frio, foi quando o senti
me trazer para si; ele se encontrava de pé, senti então seu cheiro despido de qualquer tecido, e então antes
que pudesse proferir algo, fui calada com seu sexo, que adentrava sutilmente a boca... Senti seu gosto...
Antes que pudesse me acostumar com a posição, fui levantada com jeito pelo braço. De pé, as algemas
liberaram um dos pulsos, que logo foi preso pela frente, e me veio a ordem de me por de quatro sobre a
cama, sem demora, e de forma sutil, me encontrava a mercê dos seus castigos, então senti um tapa boca
sendo ajustado em mim, e de olhos vendados o ouvia punhar seus chicotes que um a um foram levemente
encostados e descidos corpo abaixo, até as nádegas despidas, logo pude contorcer a algumas açoitadas...
Senti o chicote de adestramento... Tão fino e longo quanto a dor que causava quando tocava a carne
desprovida de qualquer proteção além da do seu cuidado com o que lhe pertencia... Senti então o chicote
de couro, que estalava na pele... E de ouvir me enchia de satisfação, sentir a batida firme do couro na pele
me dava um início de arrepio pelo corpo... Pude provar todos, uma cessada ligeira, e então senti a dor da
palmatória, uma dor mais ardida, porém não menos gratificante, seus estalos agudos me faziam gritar sem
poder ser ouvida, gritos sufocados que me enchiam de tesão, a cada batida me contorcia na dor, pude
ouvir pronúncias de quem se sentia feliz com isso... Me  chamava de cadelinha, sua cadelinha... Sua voz
nesse momento... Mansa... Sádica... Dominadora... Voz de quem tomava o que lhe pertencia por direito,
porém senti paixão no pouco que ouvi, foi uma maravilha. A pele já deveria estar marcada pelos castigos,
a sentia quente, um sopro me arderia, quando subitamente pude ouvir e sentir o couro do cinto, que batia
tão firme à pele que pude provar a anestesia do momento dolorido, sentia que a qualquer momento meus
olhos se lacrimejariam de dor e prazer, mas as segurei, sensação magnífica foi sentir o castigo das suas
mãos quentes... Firmes... Seguras do que faziam... E desciam sobre a pele sensível pelos castigos... Sentia-
me totalmente indefesa, uma sensação inédita e marcante. O ouvi contando as vezes que me batia, três de
cada, minhas primeiras sensações masoquistas em d/s, meu corpo contraía involuntariamente, um leve
arrepio na pele, de ouvir os estalos eu me excitava, de ouvir o contar dos castigos que encontravam o meu
corpo, me lubrificava, uma sensação tão intensa, jamais havia sentido. Veio um bem-estar geral quando os
castigos foram cessados.

Subitamente o senti se aproximar, e então sua língua tocou meu sexo, um carinho rápido e intenso... O
pude sentir me possuir ainda de olhos vendados e com o tapa boca, uma posse intensa, cheia de desejo,
não tive como reagir, nem pude reclamar, simplesmente aceitei meu dono em completa entrega, fui
tomada por um imenso sentimento de submissão e satisfação, já entregue totalmente às suas vontades
senti a retirada da venda, ainda aturdida pela escuridão e pela dor dos castigos, pude notar a baixa
luminosidade inebriante do quarto, foi aí que o senti me tocando os quadris e me possuindo como mulher,
um momento sublime, fui tomada com mais força e firmeza, incessantemente.... Senti seu desejo. Sua
posse sobre meu ser... Isso me alimentava o prazer, o ouvi em pleno tesão que sentia como homem, eu
tentava gemer sem conseguir, ainda com o tapa boca, o prazer era imenso, momentos que jamais
esquecerei. Senti seu corpo se dobrar sobre o meu, e me penetrava enquanto me trazia para si, com
firmeza, e então palmadas enquanto era possuída, que me faziam contrair de desejo... A cada estalo uma
sensação única. Suas mãos eu senti de leve nos meus cabelos, e logo algumas puxadas firmes – fui ao auge
do meu ser... Sua fisionomia. Fantástica! Pude ver a dominação no seu olhar... Olhar profundo, que me
tocou no íntimo... A imensidão do prazer, da entrega, me isolou do mundo exterior, desliguei-me por
completo do que estava além de sua pessoa, fui tocada na alma... Logo senti sendo tomada por uma
região nunca antes tocada, uma posse lenta, com carinho e cuidado, fui calmamente preenchida pelo seu
sexo, que logo passou de movimentos suaves a frenéticos e intensos, e então sim, eu era inteiramente sua,
por momentos eu gritei de dor, mas a voz era impedida, gritos sufocados... Aquilo me era surreal... Tão
intenso... Que pela lógica não se explica. Quando tudo cessou minha boca foi destampada, me sentia
esgotada fisicamente, mas um prazer pleno, uma lacuna da vida preenchida, fui solta, mas querendo estar
ali pra sempre, sob seu domínio, presa às algemas da submissão.

No banho sentia uma leve ardência dos castigos, sentia também meu sexo se contrair, como quem pedia
mais, de tudo que passara, pensava mil coisas, todas voltadas ao momento intenso que acabara de ter, em
segundos pude ver tudo desde o início, se passar na memória... Meus sonhos, meus desejos obscuros,
minha descoberta, obstáculos que havia enfrentado para então estar ali... Entregue a quem dali pela frente
me teria quando e como assim desejasse... Segundos... Que resumiram todo o tempo de preparo para me
entregar realmente à ele. Frente ao espelho, já seca do banho, ainda só, contemplei aquelas marcas que me
renderam o maior prazer já sentido na vida, toda vermelha... Mas cheia de orgulho.

Adentrei novamente o quarto, onde ele estava, me dizia para aguardá-lo, sentei-me na beira da cama e o vi
caminhar até o chuveiro, a porta foi encostada, me restou a paciência então, não mais que minutos ele
novamente estava no quarto, pudemos provar então da cama macia que reservava o quarto, de forma
relaxada, fui então surpreendida por um beijo, que logo foi correspondido, não somente por submissão,
desejava o beijar, senti suas mãos me tocarem o rosto, fui levantada junto dele, que de pé continuava a me
beijar... Então comecei a sentir novamente excitada, meu corpo o pedia novamente, fui encaminhada até a
parede, senti ser encostada à ela, foi quando ele me virou de frente pra parede, me restou encostar-me
mais rente à ela, sentia meu espaço ficando curto, meu coração novamente pedindo contagem, fiquei
ofegante, estava excitada novamente. O senti juntar meus pulsos pelas costas com suas próprias mãos, e
me segurava firme assim enquanto começava a me penetrar por trás... Fui espremida contra a parede, e
ele me penetrava cada vez mais fundo, estocadas incessantes, gemia de tesão contra a parede, quando
minhas mãos foram soltas e pude colocá-las espalmadas na parede, o senti me pegar na cintura e me
arquear a seu gosto, só me apoiei na parede, me oferecendo toda à ele, então me segurou pelo quadril, sua
pegada forte me fez gemer alto de prazer, sem perceber eu arranhava toda a parede, como uma cadelinha
no cio sendo tomada pelo dono... O prazer da dor, da posse que sentia nesse instante me fazia gemer cada
vez mais, quando pude o ouvir urrando de desejo, aquilo me enfeitiçava o instinto, fui toda gozada nesse
momento, e então uma parada breve, senti seu alívio imediato, isso me gratificou tanto que pude soltar
um suspiro, de alívio, de cansaço, mas ainda de disposição, ele se encaminhou pro banho, enquanto o
aguardava limpei todo o local, em instantes ele se lançava ao quarto, em sua fisionomia satisfeita – me
senti muito feliz nesse momento -  e me disse para que tomasse um banho... Minutos depois, o encontrei
na cama à minha espera, me aconcheguei nos seus braços, pude sentir seu carinho de gratidão, aquilo me
inebriou o ser... Estava enfim completa.

Acordando pude senti-lo novamente disposto, o senti me trazendo para si, encostando-me em seu corpo...
Alisava-me o corpo... Suas mãos... Macias... O seu cheiro... O sentia calmo, ainda de costas, foi quando me
virei, e minha mão foi conduzida até seu sexo que se encontrava firme, aquilo me excitou de tal forma...
Colada no seu corpo me pus a te acariciar por debaixo do edredom, estava feliz, plena ao seu lado, então o
vi levantar o edredom, insinuando algo, não foi necessário mais que um olhar cruzado pra eu me por a te  
acariciar com a língua, me pus de joelhos na cama ao seu lado, te segurei firme ereto e comecei a te chupar
de leve, movimentos que ficaram frenéticos com o desejo que sentia no momento... O via em sua
fisionomia de prazer, escutei leves gemidos, que me faziam não querer parar a carícia, então fui conduzida
a montá-lo, e enquanto eu descia de forma lenta sobre seu corpo, vi um dos chicotes do seu lado, pra me
lembrar quem é que mandava, a cena me excitou, eu gemia de prazer, e foi quando me inclinei de forma a
tocar-te o corpo todo q estava deitado sobre a cama, que pude sentir o primeiro de vários tapas nas
nádegas em posição favorecida à ação... E enquanto eu me penetrava no seu sexo sentia o ardido das suas
mãos que quando se chocavam com a pele me seguravam firme, e então não agüentei, toquei-te o rosto e o
beijei, sentia muito amor nesse momento, quando o beijo cessou uma ação súbita me colocou sob seu
corpo, rapidamente o vi me trazer mais pra perto de si que sem pensar me penetrou fundo... Estava ali
atirada na cama, sob suas vontades, te sentir não parecia real, de tão gratificante que me era... Puxadas de
cabelo... Os corpos suando já, então o senti me gozando, e logo uma ligeira cessada, que o fez se por
deitado ao meu lado, uma felicidade que parecia não caber em mim, então o cansaço tomava conta do
físico, me encostei no seu corpo... As ultimas lembranças daquele encontro inesquecível. Sem me recordar
do depois com tantos detalhes, sinto tudo o que senti no momento enquanto escrevo, e revivo o prazer
desse encontro dia-a-dia, isso me mantém, e de pensar as vezes o canto dos olhos lacrimejam de paixão, e
um medo latente me toma... Eu o amo.